terça-feira, 22 de junho de 2010

Conheça toda a verdade sobre a Rede Globo de Televisão

A TV Globo foi ao ar no Rio pela primeira vez em 26 de Abril de 1965, pouco mais de um ano após o golpe militar. Roberto Marinho era o dono da emissora. Seu pai havia fundado o jornal O Globo em 1925, mas morreu logo depois. Seus filhos herdaram o jornal. Aos 26 anos, em 1931, Roberto Marinho tornou-se diretor do jornal. Na década de 40 ele deu início às transmissões da Rádio Globo. Marinho obteve sua primeira concessão de TV em 1957, do presidente Juscelino Kubitscheck, cujo governo ele apoiava, e a segunda do presidente João Goulart, cujo governo ele ajudou a derrubar...
Em 1962 Roberto Marinho assinou um contrato de colaboração entra a Globo e o grupo Time-Life. O acordo parecia ir contra a lei brasileira, na medida em que dava a uma empresa estrangeira interesses em uma empresa nacional de comunicações. Mas o acordo deu vantagens decisivas a Roberto Marinho. Vantagens da ordem de seis milhões de dólares, enquanto que a melhor emissora do grupo Tupi tinha sido montada com trezentos mil dólares. Os primeiros oito meses da TV Globo foram um fracasso evidente e então Walter Clark, à época com 29 anos, foi contratado para dirigir a emissora. Foi ele o arquiteto do incrível sucesso da Globo as enchentes desastrosas no Rio, em 1966, marcaram o momento decisivo da TV Globo, quando ela fez a cobertura ao vivo dos acontecimentos, enquanto os outros canais simplesmente ignoraram a tragédia. Quando o segundo presidente militar, marechal Costa e Silva assumiu em 1967, o breve “Milagre Econômico Brasileiro” teve início. O pensamento econômico do regime era surpreendentemente simples: “ Que os ricos fiquem cada vez mais ricos, para que graças a eles os pobres fiquem cada vez menos pobres.” A ditadura deu prioridade ao desenvolvimento de um moderno sistema nacional de telecomunicações, criando um ministério e viabilizando a compra de televisores a crédito. Os objetivos definidos foram, para variar, segurança nacional e integração...
“Todos poderão ver a Copa do Mundo. “Chico Buarque comentou: “Era televisão e futebol. Construíram estádios e essa rede impressionante de telecomunicações por todo o Brasil, e ao mesmo tempo uma degradação crescente em termos de educação e saúde. Tudo isso foi descuidado.”No final dos anos sessenta o video-tape e as redes nacionais se uniram para destruir a produção local de programas, com toda a programação sendo realizado no Rio e em São Paulo. A resistência à ditadura militar chegou às ruas em 1968 quando cerca de cem mil pessoas, em sua maioria estudantes, fizeram grandes manifestações no Rio de Janeiro. No final de 68, pressionado pela crescente oposição, o regime militar assumiu poder ditatorial total, através do infame Ato Institucional 5. O congresso foi fechado e a tortura virou uma rotina. A censura prévia aos meios de comunicação de massa foi instituída. Parte da esquerda optou pela luta armada e seu sucesso mais espetacular foi o seqüestro de embaixador americano, forçando o governo a libertar vários presos políticos. Após investigações parlamentares, que concluiu que o acordo Time-Life e Globo eram ilegais, a parceria foi dissolvida em 1969. Roberto Marinho ficou com total controle da TV Globo, enquanto suas concorrentes Tupi e Excelsior continuaram seu lento declínio. A Globo centralizou todas as suas produções no Rio de janeiro após um incêndio que destruiu suas instalações em São Paulo. Com o dinheiro do seguro um impulso decisivo foi dado para a construção de uma poderosa rede. O primeiro telejornal a atingir praticamente todo o território brasileiro foi o Jornal Nacional, apresentado pela primeira vez em 1º de setembro de 1969. Assim nasceu a rede. A Excelsior havia sido a única empresa de televisão a se opor ao golpe militar de 1964 e os militares não se esqueceram disso. Em 1970 o governo cancelou sua concessão...
No início dos anos setenta o novo governo, do general Emílio Médici lançou uma campanha maciça com slogan: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Qualquer reportagem negativista era proibida. Qualquer crítica persistente também. A lista de assuntos proibidos era imensa. Às vezes uma ordem para suspender a publicação de uma notícia chegava antes dela acontecer. Por exemplo: “O senhor está proibido de noticiar um seqüestro que acontecerá amanhã em Curitiba...”A TV Globo foi muitas vezes além que era requisitado, transformando pessoas em não pessoas... Em 1981 uma bomba explodiu em um carro no estacionamento de um centro de convenções, onde um grupo de rock tocava para cerca de vinte mil pessoas. Os militares disseram que a bomba havia sido colocada por extremistas de esquerda, mas a explosão foi comprovadamente no colo de um soldado, que morreu dentro do carro de um outro militar, que ficou gravemente ferido na explosão. Na primeira edição do noticiário da Globo via-se claramente uma outra bomba, não detonada, dentro do carro. Quando a notícia foi ao ar novamente, a Segunda bomba havia desaparecido na edição. Para sempre. Em 1972 o então presidente Médici inaugurou a televisão em cores em um grande festival, dizendo: “Sinto-me feliz todas as noites quando assisto o noticiário” ”Por quê?” “Porque no noticiário da TV Globo o mundo está um caos, mas o Brasil está em paz... É como tomar um calmante após um dia de trabalho...” A chegada das cores consolidou a superioridade da TV Globo. Na definição da própria emissora foi instituído o “Padrão Globo de Qualidade”. Os espectadores salivavam e sentavam-se em frente a seus aparelhos ao ouvir o plim, plim anunciando o próximo programa Global. Em 1977, Roberto Marinho demitiu Walter Clark, naquela época o executivo mais bem pago da América Latina. Walter Clark foi substituído pelo controlador de programação conhecido por Boni. Enquanto isso, como a própria Globo mostrou, a repressão não havia diminuído. Nem mesmo jornalistas foram poupados. Em 1975, Wladimir Herzog, chefe do jornalismo da TV Cultura de São Paulo, foi preso, tendo morrido horas depois em um quartel. Ele havia sido torturado. A polícia divulgou uma foto, tentando convencer a opinião pública de que ele havia se suicidado. A notícia de sua morte não foi divulgada na televisão, mas apareceu nos jornais e milhares de pessoas se reuniram na praça da Sé para protestar contra o assassinato. Em 1979 o general Figueiredo tornou-se o quinto e último presidente militar. Ele prometeu a abertura do país para a democracia. Em 1980 a TV Tupi acabou falindo e sua concessão foi cancelada. Durante as duas décadas da ditadura militar no Brasil, Roberto Marinho ficou riquíssimo e era talvez o civil mais poderoso do país. Com o fim do regime militar seu domínio cresceu ainda mais, além de qualquer regulamentação ou controle. A TV Globo não perde nenhuma oportunidade para anunciar outros produtos das organizações Globo. 30% da receita da gravadora de Roberto Marinho vêm dos discos de Xuxa e a maior parte restante da venda de trilhas-sonoras de novelas, com muitos sucessos norte-americanos. Sem contar com a apresentação de merchandising nas novelas que chega a ser espalhafatosa. Roberto Marinho é um dos três bilionários brasileiros com negócios em todas as áreas econômicas. Ë odiado no mundo, mas muito temido no Brasil, pelo fato de controlar milhões de brasileiros através do vicio global. Na iminência da volta de um presidente civil ao comando do país, Roberto Marinho apoiou o candidato Tancredo Neves, um velho e respeitado estadista, membro da oposição à ditadura militar. Quando Tancredo derrotou o candidato dos militares, por esmagadora maioria no Colégio Eleitoral o Brasil exultou de alegria. Os generais haviam desaparecido, es expectativas eram muito grandes.
Horas depois da sua eleição, Tancredo almoçava com Roberto Marinho. Uma conversa particular apenas noticiada pelo O Globo, jornal do anfitrião. Antônio Carlos Magalhães também participou do almoço. Ex-Governador da Bahia e aliado importantíssimo da vitória de Tancredo, ACM é um velho amigo de Roberto Marinho. Logo depois Tancredo anunciou que ACM seria seu ministro das Comunicações. Tancredo morreu antes de assumir a Presidência da República e as imagens da Globo expressaram toda a angústia da nação. Ele foi substituído por José Sarney, um membro fundador do partido pró-governista militar. Um político com pouco carisma. Sarney confirmou ACM como Ministro das Comunicações. Um dos principais fornecedores de equipamentos de Telecomunicações para o governo era a NEC Brasil, de propriedade do empresário Mário Garnero, e sua financiadora Brasilinvest, juntamente com a matriz japonesa.
A Globo se prevaleceu das dificuldades da NEC do Brasil, que foram dificuldades criadas pelo ministro das Comunicações, ACM. Ele suspendeu os pagamentos e as encomendas à NEC e ela praticamente vivia do que fazia para o governo. Sem essas encomendas, sem esses pagamentos, a NEC valia muito pouco, e a Globo por isso mesmo pagou menos de um milhão de dólares pela NEC. Mas logo em seguida, ACM restabeleceu os pagamentos e as encomendas – que eram a razão de ser da NEC – ela já passou a valer, segundo uma avaliação dos próprios japoneses, 350 milhões de dólares. Embora os custos reais para a Globo sejam obscurecidos por meio de complexas transferências de ações, é vidente que um lucro considerável foi obtido.
A TV Aratu, em Salvador, Bahia, era afiliada à TV Globo há 18 anos. Roberto Marinho, em uma atitude unilateral inédita, encerrou o contrato da TV Aratu com a Rede Globo, em 1987, o que ocasionou uma queda de 80% na arrecadação daquela repetidora.
A nova emissora escolhida para repetir os sinais da Globo foi a TV Bahia, controlada por associados e parentes de ACM, àquela época Ministro das Comunicações, e com intenções a voltar a governar a Bahia Durante o governo Sarney ficou difícil para a Globo mostrar sua independência. A ditadura militar havia acabado e a emissora custava a recuperar uma imagem de jornalismo independente. A Globo optou por recuperar alguns dos artistas que baniu durante anos. Chico Buarque comenta: “Hoje em dia existe um tipo de censura econômica mito importante. Por exemplo: um artista que queira cantar num dos vários programas de variedades – pois não há programas musicais – ele ou a sua gravadora tem que pagar à TV Globo para poder aparecer. Ou seja, os profissionais de música pagam a TV Globo para trabalhar para ela. Os telejornais da Globo não podiam mais ignorar os protestos sociais. Algumas manifestações contra o governo foram apresentadas. Mas os jornais da Globo tinham uma maneira toda especial de apresentar os fatos. A Globo sempre abria o jornal com o locutor dizendo assim: “Índice mensal da inflação foi de 40%. Caderneta de Poupança vai render 40%”. Quer dizer, ela tirava o peso negativo do índice da inflação, e transformava em uma coisa positiva. A nova Constituição Brasileira tirava do presidente o poder de dar novas concessões de rádio e TV. Então, antes que ela entrasse em vigor, Sarney deu noventa concessões. Desde então nenhuma outra concessão foi dada. Essas concessões foram dadas principalmente para grupos políticos, sem contar com as duas que o próprio Sarney ficou e que acabaram virando afiliadas da Globo. As notas em vermelho são citações minhas sobre os acontecimentos ocorridos. Texto acima foi retirado do livro "Muito Além do Cidadão Kane" de Geraldo Anhaia Mello.
O Projac
O projeto Projac da Rede Globo no Rio de Janeiro tem aproximadamente 1300.00m2, em Jacarepaguá, no estado do Rio, foi feito com o propósito de abrigar estudios, e armazens, são 4 estudios, ao todo, provavelmente voce não sabe mais, essa área é reservada pelo governo do Rio de Janeiro para a construção de moradia, Roberto marinho com sua maldade sagaz, ele solicitou a prefeitura a area visando que era algo para a comunidade, por que a rede globo não é a cabo e sim livre, com a ajuda de advogados da rede Globo a autorização foi concedida e a grade area foi tomada. É incrivel como a rede globo tem poder de influencia sobre a massa, se voce parar para pensar a rede globo impõem atitudes, e ações para que as pessoas sejam manipuladas, por exemplo se no fantastico eles fizessem uma reportagem com o seguinte titulo, os Tamancos invadem o verão no Rio e São Paulo, na segunda feira toda população vai estar de tamancos, é pobre como as pessoas não entendem esse tipo de manipulação da mídia, e acaba sendo um marionete, por exemplo, voce já percebeu que quando voce vê um filme na Globo acaba não entendendo nada as vezes e não sabe por que? muito óbvio a quantidade de comerciais de televisão disconecta suas idéias sobre o que está acontecendo no filme, ou voce já parou para perceber que toda virada de ano a Globo mostra uma série de trailers de filmes dizendo que serão os filmes que irão passar no ano seguinte? tente gravar, listar ou anotar os filmes, e voce verá que mais da metade nunca passa, e nem passou, é um império muito grande o da tv Globo com o poder de impactar até a escolha do presidente do país, a nação brasileira precisa de estar consciente a lavagem cerebral ta ae...
Fonte:http://www.ateoria.hpg.com.br/menu.htm

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Repassando - NOTA DE ESCLARECIMENTO‏ - BAR MUSIC BOX

Em respeito aos clientes, o MUSIC BOX informa o que, de fato, aconteceu na madrugada do dia 13 de junho, último.

A Casa tem sido acusada, informalmente, de ter seguranças truculentos e que “espancaram” dois jovens, supostamente, conhecidos como “Rafael e Tiago”. Porém a versão que circula – principalmente via internet – foi montada de forma a prejudicar a imagem da Casa, que, nos seus quatro anos de funcionamento, sendo dirigida por profissionais da área de entretenimento com 23 anos de experiência, NUNCA registrou qualquer episódio dessa natureza.

ENTENDA O CASO

Na verdade, trata-se de um grupo de cinco pessoas e não de uma dupla. Um grupo que sabia sim, que NAQUELA DATA, EXCEPCIONALMENTE, o MUSIC BOX não trabalhava com CARTÕES DE CRÉDITO E/OU DÉBITO. Na entrada da casa (porta de entrada e recepção), placas informaram que o pagamento não poderia ser feito com cartões. Mesmo assim, após a consumação, o grupo insistia em quitar a divida apenas com cartões, recusando-se a entrar em qualquer processo de negociação.

Extremamente alterado e dizendo-se inconformado, um dos jovens AGREDIU um dos seguranças do estabelecimento. Diante disso, TRÊS dos SEIS seguranças que compõem o quadro da casa (e NÃO DEZ como foi divulgado) IMOBILIZARAM os mais agitados. O segurança agredido na cabeça REGISTROU BOLETIM DE OCORRÊNCIA no 2º Distrito Policial. Motivo = Lesão Corporal Dolosa.

“Rafael e Tiago”, que assinam o e-mail, sem qualquer outra identificação, não fizeram até o momento, qualquer representação formal diante do MUSIC BOX ou através de nenhum dos canais oficiais de comunicação que a Casa dispõe (E-mails, telefone e Redes Sociais oficiais).

Conforme o policial chamado ao local não fora constatada, naquele momento, qualquer evidência de violência e/ou agressão física e/ou espancamento contra o grupo como assim queixavam-se, ficando inviabilizado, portanto, o procedimento de abertura de B.O. em favor daqueles clientes, bem como acusações formais ou encaminhamento dos envolvidos ao distrito policial.

Ao ouvir testemunhas que presenciaram o ocorrido (seguranças, funcionários, taxistas do entorno, guardadores de carros, clientes e etc...), estas afirmam que os demais seguranças intervieram utilizando procedimentos convencionais orientados nos cursos de segurança, no intuito de tentar acalmar o desentendimento, porém, que em momento algum utilizaram atos violentos. Clientes confirmaram que os insultos proferidos pelo grupo de rapazes contra alguns funcionários (caixas e seguranças) haviam iniciado desde o caixa de pagamento, com palavras de baixo calão e desrespeito à condição social/financeira dos mesmos.

Importante salientar que as mesmas testemunhas observaram quando o policial sugeriu aos queixosos, após tê-los acalmado, que procurassem os proprietários do local, numa outra ocasião, com calma e cautela, a fim de encontrar uma solução satisfatória.

O MUSIC BOX se dispõe a prestar quaisquer esclarecimentos através de sua assessoria de comunicação e, caso seja necessário, levar o caso à esfera judicial.

MUSIC BOX - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO - mkt@musicfortaleza.com - 85-9627.5062

informa o que, de fato, aconteceu na madrugada do dia 13 de junho, último.

A Casa tem sido acusada, informalmente, de ter seguranças truculentos e que “espancaram” dois jovens, supostamente, conhecidos como “Rafael e Tiago”. Porém a versão que circula – principalmente via internet – foi montada de forma a prejudicar a imagem da Casa, que, nos seus quatro anos de funcionamento, sendo dirigida por profissionais da área de entretenimento com 23 anos de experiência, NUNCA registrou qualquer episódio dessa natureza.

ENTENDA O CASO

Na verdade, trata-se de um grupo de cinco pessoas e não de uma dupla. Um grupo que sabia sim, que NAQUELA DATA, EXCEPCIONALMENTE, o MUSIC BOX não trabalhava com CARTÕES DE CRÉDITO E/OU DÉBITO. Na entrada da casa (porta de entrada e recepção), placas informaram que o pagamento não poderia ser feito com cartões. Mesmo assim, após a consumação, o grupo insistia em quitar a divida apenas com cartões, recusando-se a entrar em qualquer processo de negociação.

Extremamente alterado e dizendo-se inconformado, um dos jovens AGREDIU um dos seguranças do estabelecimento. Diante disso, TRÊS dos SEIS seguranças que compõem o quadro da casa (e NÃO DEZ como foi divulgado) IMOBILIZARAM os mais agitados. O segurança agredido na cabeça REGISTROU BOLETIM DE OCORRÊNCIA no 2º Distrito Policial. Motivo = Lesão Corporal Dolosa.

“Rafael e Tiago”, que assinam o e-mail, sem qualquer outra identificação, não fizeram até o momento, qualquer representação formal diante do MUSIC BOX ou através de nenhum dos canais oficiais de comunicação que a Casa dispõe (E-mails, telefone e Redes Sociais oficiais).

Conforme o policial chamado ao local não fora constatada, naquele momento, qualquer evidência de violência e/ou agressão física e/ou espancamento contra o grupo como assim queixavam-se, ficando inviabilizado, portanto, o procedimento de abertura de B.O. em favor daqueles clientes, bem como acusações formais ou encaminhamento dos envolvidos ao distrito policial.

Ao ouvir testemunhas que presenciaram o ocorrido (seguranças, funcionários, taxistas do entorno, guardadores de carros, clientes e etc...), estas afirmam que os demais seguranças intervieram utilizando procedimentos convencionais orientados nos cursos de segurança, no intuito de tentar acalmar o desentendimento, porém, que em momento algum utilizaram atos violentos. Clientes confirmaram que os insultos proferidos pelo grupo de rapazes contra alguns funcionários (caixas e seguranças) haviam iniciado desde o caixa de pagamento, com palavras de baixo calão e desrespeito à condição social/financeira dos mesmos.

Importante salientar que as mesmas testemunhas observaram quando o policial sugeriu aos queixosos, após tê-los acalmado, que procurassem os proprietários do local, numa outra ocasião, com calma e cautela, a fim de encontrar uma solução satisfatória.

O MUSIC BOX se dispõe a prestar quaisquer esclarecimentos através de sua assessoria de comunicação e, caso seja necessário, levar o caso à esfera judicial.

MUSIC BOX - ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO - mkt@musicfortaleza.com - 85-9627.5062

ACTB Oficinas Roda de Mulheres‏

Festival de Teatro em Guaramiranga

Até o dia 30 de junho, grupos e companhias de teatro de todo o Nordeste podem enviar proposta de espetáculo para o XVII Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga, no estado do Ceará.
Para ter acesso ao REGULAMENTO clique aqui.
-- Clébio Marques
Vice-presidente da ARTEPE www.clebiomarques.blogspot.com www.nacaocultural.pe.gov.br/clebiomarques www.artepe2004.blogspot.com

DAQUI PRALÍ circulação Norte-Nordeste. Etapa Recife

Duas de Criação apresenta DAQUI PRALI.
Criação e atuação VIVIANE MADU
O projeto Daqui Prali entrará em circulação pelo Norte e Nordeste. A estréia acontecerá em Recife, na próxima segunda-feira, as 17h, em frente à loja Riachuelo.
Imperdível! Confira a programação na cidade:
TEMPORADA RECIFE (DAQUI PRALI)

- Dia 21 de junho – 17h (Av. Conde da Boa Vista, altura da Rua Gervásio Pires)

- Dia 22 de junho – 12h (Av. Dantas Barreto, altura do Pátio do Carmo)

17h (Rua da Imperatriz, altura da Rua da Aurora)

- Dia 23 de junho – 12h (Rua das Calçadas, altura da Igreja de São Félix)

- Dia 07 de julho – 12h (Av. Conde da Boa Vista, altura da Rua Gervásio Pires)

17h (Rua da Imperatriz, altura da Rua da Aurora)

Dia 08 de julho – 12h (Av. Dantas Barreto, altura do Pátio do Carmo)

17h (Rua das Calçadas, altura da Igreja de São Félix)

Dia 09 de julho – 12h (Av. Conde da Boa Vista, altura da Rua Gervásio Pires)

17h (Rua da Imperatriz, altura da Rua da Aurora)

Dia 10 de julho – 10h (Av. Dantas Barreto, altura do Pátio do Carmo)

12h (Rua das calçadas, altura da Igreja de São Félix)

A programação completa da circulação Norte - Nordeste, segue em anexo.

INCENTIVO: FUNCULTURA - PE.
REALIZAÇÃO: FUNARTE - Prêmio Funarte de Dança Klauss Viana

ESPETÁCULO “O TRENZINHO DO CAIPIRA” ESTARÁ NO FILO – FESTIVAL INTERNACIONAL DE LONDRINA, EM JUNHO.

“O Trenzinho do Caipira”, espetáculo teatral para todas as idades da Cia. do Abração, de Curitiba, estará no FILO, nos dias 24 e 25 de junho, em duas únicas apresentações.

Este espetáculo estreou em 2005, no Teatro da Caixa, em Curitiba e já percorreu diversos festivais nacionais e internacionais, entre eles, o Festival Internacional de São José do Rio Preto, recebendo as melhores críticas, de público e de profissionais especializados.

Recentemente, fez temporada no Teatro Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro, através do projeto de ocupação CAIXA Cultural.

O Trenzinho do Caipira – Projeto Villa-Lobos Para Crianças de Todas as Idades, nasce do sonho de compartilhar com as crianças de todas as idades, a importância e a beleza da música erudita. A escolha de Villa-Lobos se deu pelo potencial criativo, multicultural, folclórico e pedagógico de sua obra, qualidades que sempre levamos em conta ao compor uma obra para crianças.

O projeto traz em seu ideal a soma de diversas linguagens para a construção da cena. Não há a pretensão de se fazer um histórico da vida de Villa-Lobos, não negando esse conteúdo como pesquisa, mas sim, usar sua obra e sua vida como fonte de inspiração, para com isso se aproximar do universo da criança, dividindo com ela o gosto pelo gênero, às vezes tão distante de seu universo. Assim, desmistificando o gênio, tirando-o do inalcançável lugar e o colocando ao pé do ouvido a fim de tocar o ser criativo de quem vê e ouve.

Serviço:

O Trenzinho do Caipira – Espetáculo teatral para crianças de todas as idades

Temporada: 24 a 25 de junho.

Horário: 19h00

Local: Tenda da Mostra Infantil – Zerão. Londrina - PR

Duração: 50 minutos

Classificação indicativa: Livre, especialmente recomendada para crianças.

Cine Cuscuz de Junho

Caros amigos e amigas, nesta próxima sexta-feira, dia 25 de Junho de 2010, às 20h, estaremos dando continuidade ao Cine Cuscuz-cinema na praça, de Joaquim Egídio, exibindo o filme "Viva São João" de Andrucha Waddington, sobre a turnê do cantor Gilberto Gil pelas festas juninas do Nordeste e Sudeste em 2001 onde vários personagens, cantores e pessoas do público local são entrevistadas, fazendo sempre um paralelo sobre a história das festas de São João e sua importância para a comunidade local, conforme o cartaz em anexo. Contamos com a vossa presença e agradecemos a vossa ajuda na divulgação. Ponto de Cultura Inventor de Sonhos Nucleo de Cinema de Joaquim Egídio

Mesa de Debatem Barbara Santos - CTO, Beth Serra - Associação Ex-cola, Antonio Futuro - Criança Rio, na Mostra CTO invade a Lapa de Ponto a Ponto.

sábado, 19 de junho de 2010

A revelação de uma outra realidade

Retratos Pintados, de Titus Riedl e Martin Parr, recupera a ameaçada arte dos bonequeiros do Nordeste do País, que transformam o negativo da vida de pessoas simples em imagens que as ajudam a suportar a própria história

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S.Paulo

Família. Crianças em fotorretratos, no Ceará: relação entre vivos e mortos. Foto: reprodução

Foi preciso que um sociólogo alemão e um fotógrafo inglês cruzassem seus caminhos no sopé da chapada do Araripe - mais exatamente no município cearense de Crato - para que saíssem desse encontro com um livro curioso sobre o universo estético do sertanejo nordestino. Titus Riedl, autor de uma tese sobre fotorretratos pintados - tão populares no interior do País -, conheceu Martin Parr durante um fórum latino-americano de fotografia realizado há três anos em Crato. Sabendo da importância do fotógrafo, representado pela agência Magnum, Riedl, que há 15 anos mora na microrregião do Cariri, apresentou a Parr uma série de fotografias pintadas que deixaram o profissional esfuziante. Compreensível: Parr é um fotógrafo que acompanha com particular interesse a estética dos países emergentes - é dele o livro Luxury, que documenta o gosto duvidoso dos novos-ricos do mundo globalizado, tema de sua primeira exposição individual na Galeria de Babel, que o representa, em São Paulo, em outubro próximo.

Antes, na próxima quarta-feira, Martin Parr, atualmente peregrinando por Cingapura, abre uma exposição na Yossi Milo Gallery de Nova York e lança o livro sobre "bonequeiros" nordestinos, Retratos Pintados (Nazraeli Press, capa dura, 68 páginas e 61 fotos). Ele diz, que mesmo familiarizado com a fotografia vernacular, nunca havia sentido o que sentiu ao ver as imagens da coleção de Titus Riedl, reunidas para uma tese de mestrado defendida há 12 anos pelo sociólogo. Há, de fato, poucos estudos acadêmicos ? um deles da socióloga Cristiane de Souza ? sobre o ofício dos "bonequeiros" ou "puxadores" de telas, aqueles vendedores ambulantes que saem pelo interior do Brasil convencendo viúvas a colorizar antigas fotos do marido morto ou mães de natimortos a guardar a última imagem do anjinho no caixão (alguns retocados com olhos bem abertos para que essa lembrança fique menos mórbida).

Representantes de um ofício em extinção após o advento do photoshop - capaz de "milagres" como reunir com perfeição pessoas vivas e mortas numa mesma foto ?, os bonequeiros desempenharam no passado o mesmo papel dessa ferramenta digital. De que maneira? Ora registrando numa mesma imagem o improvável encontro do padre Cícero com seu sucessor frei Damião, ora retocando defeitos físicos dos retratados ou simplesmente incorporando elementos de prestígio social aos deserdados sociais - são comuns as fotos em que um sertanejo sem recursos aparece vestido como um executivo ou coberto de joias. Também não são raras as imagens de mulheres solteironas vestidas de noiva.

Desafio profissional. Apenas um décimo das fotos recolhidas por Titus Riedl durante todos estes anos de estudo entrou no livro de Parr. As que mais impressionam, sem dúvida, são as que transformam defuntos em seres vivos de olhos arregalados. Elas, porém, não causam espanto aos "puxadores de tela". Segundo Riedl, os pintores que retocam as fotos parecem gostar da ideia de ressuscitar o morto, desafio profissional que coloca em jogo sua habilidade e versatilidade artística. Mal comparando, eles usam a mesma estratégia do badalado fotógrafo norte-americano Joel-Peter Witkin, que, por inveja do irmão gêmeo pintor, Jerome, monta naturezas-mortas com corpos de indigentes dissecados em faculdades de medicina ? ele chegou a transformar a cabeça de um deles num bizarro vaso de flores.

Os bonequeiros nordestinos não chegam a ser desrespeitosos como Witkin, cujo fascínio mórbido pela deformação física já o levou ao extremo de montagens quase teatrais com mutilados. No caso dos fotorretratos brasileiros prevalece um sentimento ingênuo: os bonequeiros apenas seguem as orientações dos clientes. "Na zona rural, as imagens fotográficas ainda são escassas e, como último recurso para manter viva a lembrança do morto, os familiares recorrem às vezes a um retrato apagado ou desgastado do falecido, que tem de ser concluído pelo bonequeiro", conta Riedl. Ele cita o caso de uma viúva que pediu para ser retratada ao lado do marido, cuja única foto remanescente era a de sua carteira de trabalho. O resultado foi a reunião artificial ? e engraçada ? de uma senhora de 80 anos com um homem de 40 que bem poderia ser seu filho. As técnicas de retoque da imagem fotográfica e da pintura sobre fotografia não começaram, obviamente, com os puxadores de tela nordestino. Elas existem desde meados do século 19, mas o pintor-retocador, segundo Riedl, "tornou-se uma peça fundamental para dar verossimilhança ao retrato em preto e branco", demasiadamente triste para os sertanejos que vivem num cenário agreste e tentam superar sua miséria com a euforia cromática garantida por essas pinturas de cores berrantes ? vivas como as fachadas e platibandas das casinhas do Nordeste, tão bem retratadas nas fotos de Anna Mariani (em exposição no Instituto Moreira Salles de São Paulo). Sua função estética tampouco é diferente: trata-se de ornamentação. A exemplo das fachadas e platibandas enfeitadas, encaradas como "pinturas" pelo nordestino, o fotorretrato acaba sendo às vezes o único objeto de decoração no interior despojado dessas pequenas casas sem eira nem beira castigadas pelo sol. A diferença é que o encontro visual de Martin Parr com o sertão não passou, como no caso de Anna Mariani, por Euclides da Cunha e Ariano Suassuna. O approach do inglês não é literário e muito menos sentimental ? Parr é irônico demais para isso -, mas antropológico. Se as fachadas pintadas a cal pigmentada das moradas nordestinas fizeram parte da infância da fotógrafa brasileira, Parr só recentemente conheceu o Crato. "Os fotorretratos constituem uma maneira de garantir status aos membros da família de sertanejos, dando a eles um aspecto santificado, icônico", arrisca Parr. Os bonequeiros serviriam como agentes do sonho brasileiro, ao concretizar em imagem o delírio de ascensão social dos nordestinos, garantido por roupas caras e joias a que os modelos dos retratos pintados jamais teriam acesso. Retoque. Hoje, essa verossimilhança é garantida pelo photoshop. Riedl apresentou a Martin Parr um bonequeiro, Júlio de Santos, que antes mantinha uma oficina com uma dúzia de pintores e hoje usa um computador para "retocar" a realidade nordestina. Instalado em Fortaleza, ele mantém - agora sem assistentes - a tradição de recuperar originais desgastados pelo tempo e embelezar os modelos , inclusive o próprio Martin Parr, que ganhou de presente seu retrato, deliciando-se com a fotografia vernacular do mestre-pintor. Sobre essa função, o sociólogo Titus Riedl não recua ao comparar a arte dos bonequeiros nordestinos à criação dos artistas pop que retrabalharam retratos de celebridades, dos quais o mais famoso foi o norte-americano Andy Warhol (1928-1997). O nome da brasileira Rosângela Rennó, que vai participar da próxima Bienal, pode ser igualmente evocado não só por seguir a escola da recriação fotográfica como por ter sido pioneira na valorização do trabalho dos bonequeiros nordestinos, reconhecendo-o como pintura. "Como os clientes às vezes pedem para o bonequeiro tirar as sombras da fotografia, ocorre que o resultado acaba beirando o hiper-realismo", observa Riedl, concluindo que os rostos assumem com frequência o aspecto de uma máscara do belga James Ensor (1860-1949) ou de uma caricatura do alemão Otto Dix (1891-1969). ´Talvez seja conveniente não esquecer que Dix, um dos expoentes da pintura expressionista germânica, usou fotografias de soldados desfigurados nas trincheiras da 1.ª Guerra como modelos de sua pinturas antibélicas. Dix era um ótimo retratista, mas preferiu reduzir seu mundo à caricatura justamente por acreditar que a realidade - de tão horrível - é inimitável. Ensor não foi muito diferente. Transformou bípedes racionais em bandos de esqueletos ambulantes, portadores de bizarras máscaras carnavalescas. Involuntariamente, os bonequeiros nordestinos acabam fazendo parte dessa turma de expressionistas, embora agindo na contramão. Explicando: eles não fazem crítica social. Ao contrário, tentam atrair o freguês com promessas de um mundo melhor, em que uma cara feia pode virar um rosto aceitável e defuntos caminham como Lázaros pelo sertão. "Há frequentemente entre o bonequeiro e o cliente um jogo dissimulado de sedução, em que o primeiro tenta sugerir alterações em fotos mostradas pelo segundo, indicando mudanças de estilo nas roupas, cores e adereços", observa Riedl, contando casos engraçados de espertos fotorretratistas que viajaram pelos grotões afastados em busca do lucro fácil. "Nesses lugares eles ganham até mais que nas regiões próximas das cidades, pois podem ficar hospedados de graça e comer na casa do cliente, ampliando a oferta de produtos além das fotos, como quadros de santos, etc." É como eles sobrevivem em tempos de laboratórios que revelam filmes em uma hora e fazem retoques digitalizados. Nem sempre um bonequeiro, lembra Riedl, tem conhecimento qualificado da técnica fotográfica ou de pintura, o que explica os erros frequentes nas proporções, nos contrastes e na composição da imagem.

Quietude. Imagem da garota ao lado do vaso foi colorizada por Riedl. Foto: Reprodução Idiomas. De certo modo, foi isso o que atraiu o olhar de Martin Parr, atento para essas distorções que acabam dando à fotografia um aspecto mais pictórico. Vale frisar que o grande mestre contemporâneo da pintura hiper-realista, o alemão Gerhard Richter, chega ao outro extremo partindo também de fotos. Ele "aperfeiçoa" a realidade, fazendo com que a retórica da pintura, antes avessa ao idioma da fotografia, se confunda de tal modo com ele que o espectador seja incapaz de dizer onde começa uma tela e acaba uma foto. Nessa oblíqua referência à mídia fotográfica, Richter questiona a "veracidade" da imagem fotográfica.

Richter começou a trabalhar com imagens fotográficas nos anos 1960, usando antigos retratos e paisagens de amadores, distorcidos por largas pinceladas que eliminavam seu foco. Parece evidente nesses primeiros trabalhos a influência de artistas pop como Andy Warhol e Lichtenstein, que operavam no mesmo registro, alterando rostos ou ambientes. Richter, porém, foi além da estética pictórica pós-conceitual. Sua atitude negativa diante do objeto fotográfico tem a ver com a desconfiança numa imagem banal que só se torna interessante por meio do olhar do artista ? o que justamente chama a atenção quando se vê o trabalho de um bonequeiro tentando "mudar" o que lhe parece errado ou desagradável na realidade. Imagens banais possibilitam a Richter que ele se concentre no problema da representação ? seu grande tema ?, no lugar de se ocupar do conteúdo da obra. Exemplo disso é sua série 48 retratos (1971-72), que, aparentemente, busca a semelhança entre o modelo real e o pintado. Para Richter, este é justamente o aspecto que menos importa em sua pintura. A arte, para ele, perdeu essa função mimética, fazendo justamente com que aumente a distância entre o modelo concreto e sua reprodução. Venceu o simulacro, como nos fotorretratos pintados dos bonequeiros nordestinos.

Como eles usam fotos antigas, dos tempos em que os recursos para ampliação e revelação eram precários, os fotorretratos acabam se parecendo mais com o modelo que esses profissionais imaginam do que com o real. Os clientes, por vezes insatisfeitos, reclamam da falta de verossimilhança. Em Juazeiro do Norte, o sociólogo Titus Riedl encontrou uma verdadeira empresa familiar comanda pelo pintor Abdon, ele mesmo especializado em retocar rostos e cabelos. O resto do corpo ele deixa para um ajudante, o filho e o sobrinho. Abdon gosta de cores fortes e usa cola brilhante para "realçar" os traços dos fregueses. Os bonequeiros concorrentes não gostam. Dizem que seus retratos apenas mantêm leve semelhança com os originais. No entanto, ele é rápido e entrega os retratos dentro do prazo combinado, coisa seriíssima no Nordeste. Riedl já ouviu de um mestre pintor que foi obrigado a concluir um trabalho atrasado sob ameaças de morte. E morte é outro negócio sério na região. Mas já foi mais. Os bonequeiros hoje recebem poucas encomendas para transformar retratos de defuntos em vivos.

Sem rugas. As encomendas mais frequentes são de natureza cosmética. Os clientes pedem para embelezar a imagem dos parentes, nem sempre favorecidos pela natureza. Segundo Riedl, os bonequeiros devem seguir algumas regras para corresponder aos seus padrões estéticos, especialmente dos fregueses idosos: tirar todas as rugas do rosto; nunca pintar de branco os cabelos; evitar sombras, pois elas dão ao retratado um aspecto sinistro; "ajeitar" roupas que pareçam exageradamente sensuais. Outras regras: as crianças devem se parecer com o Menino Jesus dos folhetos distribuídos nas missas; mulheres devem usar blusas monocromáticas ou estampas de flores e homens, invariavelmente, devem aparecer de terno e gravata. Os bonequeiros mais experientes, conta Riedl, "sabem explorar melhor os desejos dos seus clientes", permitindo-se sugestões baseadas na simples observação do gosto do freguês. Martin Parr diz que as delícias dessa fotografia vernacular são mais apreciadas hoje do que eram no passado exatamente por sua simplicidade de propósito. A esse respeito, Titus Riedl lembra que as fotopinturas são populares não só no Brasil como em países de cultura germânica, que desde o século 19 utilizam a técnica para preservar a memória familiar, sobretudo em lugares onde a tradição da autoridade é rigorosamente respeitada. "Os bonequeiros sabem disso e hoje buscam seus clientes em lugares de romaria." O cineasta cearense Joe Pimentel realizou há três anos o documentário Câmera Viajante, que retrata o trabalho dos fotógrafos populares atuantes em festas, feiras e romarias do interior nordestino. Num balanço final, o sociólogo Titus Riedl avalia: "O livro de Parr é mais irônico, enquanto minha fundamentação é antropológica." Em sua opinião, os bonequeiros nordestinos não têm a ambição artística que a publicação pode eventualmente sugerir ao olhar estrangeiro, mas o livro, segundo ele, deve ajudar na revalorização de uma arte hoje ameaçada de extinção.

Desde que o francês Louis Arthur Ducos du Hauron (1837-1920) colorizou a primeira paisagem, em 1877, muita água rolou no Cariri. Mesmo tendo chegado com certo atraso ao sertão nordestino, a fotografia colorizada ganhou a adesão de artistas intuitivos. Eles nunca ouviram falar da Bauhaus e ainda assim criaram platibandas com lindas formas geométricas. Também não sabem quem foi Cartier-Bresson, mas reinventaram rostos com indiscutível talento. Pode ser que seus fotorretratos não sejam considerados arte, mas eles constituem documentos preciosos de interpretação da realidade nordestina. Em todo o caso, também os críticos estrangeiros terão um prazo de quatro meses para descobrir o que Riedl e Parr já descobriram. A exposição Retratos Pintados na Yossi Milo de Nova York, com 150 retratos originais, fica em cartaz até dia 18 de setembro.

Com muita alegria, divulgamos e esperamos a sua participação para assistir ao nosso mais novo espetáculo: Sobrevoar.

Venha sonhar e voar com a gente! Será um prazer enorme recebe-los e compartilhar desta criação. Esperamos por vocês!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Rolo Trio na Globonews

A Globonews (40) exibiu, com diversas reprises, o programa Espaço Aberto Saúde tratando do tema Disturbios do sono. E em diversos momentos do programa, cenas do show do Rolo Trio, apresentado no Corujão da Poesia, a única vigília semanal de poesia, literatura e música de toda a América Latina, dia 18 de maio. Pra assistir por aqui, é só clicar em http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1598823-17665-382,00.html